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“O que não medimos, não podemos avaliar” – confira a discussão sobre Educação para a sustentabilidade

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Foto: Tacila Mendes | Ascom INI

Baseado nos 37 indicadores do eixo Educação para a sustentabilidade e qualidade de vida, do Programa Cidades Sustentáveis, o Improviso, Oxente! de ontem (23) trouxe a discussão para o âmbito municipal. Aumento do quadro de professores efetivos, inserção do papel da família nas políticas públicas para a educação, qualidade da alfabetização, estrutura e material escolares adequados, formação conjunta do cidadão na escola e no ambiente domiciliar e educação para a sustentabilidade estão entre questões levantadas pelo público.

 

“Precisamos de um conjunto de reformas que passem não apenas pelas políticas públicas, mas pela mudança no modelo de mentalidade. Educação é educar a ação”, observou a diretora do departamento de Ciências Contábeis de Administração da Universidade Estadual de Santa Cruz, Sônia Fonseca, uma das painelistas do debate. Ela destacou que, para a implementação de uma educação voltada para a sustentabilidade – um desenvolvimento sem comprometer o futuro das próximas gerações -, é preciso o aprimoramento da consciência crítica da sociedade, sendo necessário estabelecer uma abordagem que relacione os aspectos sociais, econômicos, políticos, ecológicos, culturais, tecnológicos, científicos e éticos. O acompanhamento por indicadores – dados numéricos referentes à evolução ao não do desempenho do setor – é um passo para se ter noção de como a educação está avançando. “O que não medimos, não podemos avaliar”, disse a professora sobre a gestão de politicas públicas para a Educação.

 

Já a coordenadora geral institucional do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), Eurivalda improviso logo - Cópia - CópiaSantana, explicou como funciona a Avaliação Nacional da Alfabetização. Para ela, “a responsabilidade por fazer uma educação condizente com o modelo que queremos não é apenas da escola. A escola precisa ser o modelo da vida ‘real’ ideal, nesse caso o professor torna-se um mediador, mas isso depende de um esforço conjunto da família e de toda a sociedade”. Ela também explicou que a educação integral é difícil de ser implementada por falta de recurso, inclusive, humano.

 

Além dos indicadores que constam no Programa Cidades Sustentáveis, o público sugeriu outros, condizentes com a realidade do Ilhéus, e que deverão ser implementados e acompanhados pelo gestor eleito para exercer o próximo mandato. Para isso, os candidatos ao legislativo e ao executivo já podem se inscrever para participar do Encontro Território Litoral Sul MAIS Sustentável, que acontece dia 05 de setembro, na UESC. O evento que vai reunir os candidatos dos 26 municípios do Litoral Sul para assinarem a carta compromisso com o Programa Cidades Sustentáveis, além de terem a oportunidade de participar do lançamento os indicadores sociais de todas as cidades do território, referentes aos últimos sete anos.

Como em todos os debates, têm comparecido, além da sociedade civil, candidatos ao legislativo e ao executivo ilheense. Neste encontro, estiveram presentes os candidatos Marcos Paulo, Léo Assis, Shi Mário e Odailson Aranha.

> Na próxima terça (30), 19h, será debatido o eixo Economia local dinâmica, criativa e sustentável.

Instituto Nossa Ilhéus – Fundado em 09 de março de 2012, o INI é uma iniciativa da sociedade civil organizada, apartidária com o título de OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.  Busca a aproximação da sociedade civil e do poder público em suas ações, tendo como eixos de atuação a Educação para Cidadania, o Monitoramento Social e o Impacto em Políticas Públicas. Atua no sentido de promover o impacto social que educa e, para isso, promove o monitoramento social, mobilizando e intervindo na realidade política e social do município. O Instituto está aberto a todos que desejem engajar-se em suas atividades. Localiza-se na Rua Eustáquio Bastos, nº 126, 8º andar do Edifício Kauffman, no Centro, em Ilhéus. Acompanhe também a fanpage facebook.com/InstitutoNossaIlheus

 

 

Teatro Popular de Ilhéus – Fundado há 21 anos, é uma das 15 instituições apoiadas pelo programa Ações Continuadas a Instituições Culturais, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) através do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). O TPI administra a Tenda Teatro Popular de Ilhéus. A programação mensal do espaço cultural pode ser conferida em www.teatropopulardeilheus.com.br, ou pelo aplicativo gratuito Tenda Teatro Popular de Ilhéus, disponível no Google Play.

 

Programa Cidades Sustentáveis – É uma iniciativa de três organizações da sociedade civil –Rede Nossa São Paulo, Rede Social Brasileira por Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis e o Instituto Ethos –, que oferece uma agenda completa de sustentabilidade urbana, um conjunto de indicadores associados a esta agenda e um banco de práticas com casos exemplares nacionais e internacionais como referências a serem perseguidas pelos municípios. Acesse e conheça o Guia da Gestão Pública Sustentável www.cidadessustentaveis.org.br/gps. O Instituto Nossa Ilhéus compõe a Secretaria Colegiada da Rede Brasileira por Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis.

 

Fotos: Tacila Mendes | Comunicação INI

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