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Instituto Nossa Ilhéus destaca iniciativas de empreendedorismo social e cultural no Festival do Chocolate 2019

Além da educação formal, o indivíduo deve ter uma formação cidadã que o sensibilize para contribuir com a melhoria da qualidade de vida da coletividade. Esta é uma das visões do Instituto Nossa Ilhéus (INI), organização que atua no fortalecimento da cidadania desde 2012. Assim, destaca as iniciativas nesse sentido que terão espaço na 11ª edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau, realizado no Centro de Convenções de Ilhéus entre os dias 18 e 21 de julho. São o Grupo de Amigos da Praia (GAP), que vem despontando no empreendedorismo social; a COOLIMPA, primeira cooperativa de catadores da cidade; e a banda Mulheres em Domínio Público, que empreende na música, apostando seu primeiro projeto nos bens culturais imateriais da região ao elaborar releituras de cantigas de trabalho da lavoura cacaueira.


O Grupo Amigos da Praia de Ilhéus (GAP), que atua há mais de um ano engajando voluntários para limpar praias do litoral ilheense, será um dos expositores do Festival. No seu stand haverá camisas com frases ecológicas e também serão vendidos diversos produtos “Ecofriendly” ou “Lixo Zero”, como canudos de metal reutilizáveis, copos retráteis de silicone, guardanapos de tecido, Ecobags, bocapio, sacolas retornáveis, além da novidade que é o pano encerado, que substitui o plástico filme. Com isso, o grupo amplia sua atuação sensibilizando para uma mudança de comportamento. O presidente, Vinícius Alcântara, informa que os integrantes estarão à disposição do público para trocar ideias e dar orientações para quem quiser iniciar sua transição ecológica.


Outra iniciativa do Festival que chama atenção é a destinação à reciclagem de todos os resíduos recicláveis produzidos no evento. Isso, graças a parcerias com o GAP e com a Cooperativa de Catadores Consciência Limpa de Ilhéus (Coolimpa), formada por catadores de 80 famílias que viviam no lixão e do lixão, e que alçaram à condição de agentes ambientais, tornando o processo com o lixo mais sustentável, gerando trabalho e renda. A cooperativa iniciou há quase dois anos o recolhimento de material reciclável em Ilhéus, dando o pontapé para a coleta seletiva, após a aprovação da Lei Municipal de Resíduos Sólidos.


Já a banda ilheense Mulheres em Domínio Público leva o resultado do seu empreendedorismo cultural para o palco do Festival. Na quinta-feira, dia 18, às 18h, ela apresenta o espetáculo ‘Sindo lê lê”, com um repertório recheado de releituras de cantigas entoadas por lavadeiras, trabalhadoras e trabalhadores das lavouras sul baianas. Formada em 2011, a banda dedica o seu primeiro projeto a uma homenagem à região, elaborando experimentações sonoras sobre as cantigas de trabalho para que sobrevivam à memória das próximas gerações. Por meio de uma pesquisa com marisqueiras e com a ex-lavadeira e atriz, Valderez Teixeira, o grupo fez o recorte do cancioneiro regional e formou um repertório rico em diversidade de ritmos. 


Em janeiro deste ano, a banda lançou o seu primeiro EP ‘Sindô lê lê’, com seis músicas, que podem ser ouvidas em plataformas digitais como iTunes, Spotify, Deezer, Google Play, entre outras. Um videoclipe da faixa-título também está disponível no YouTube. O grupo é composto por Tacila Mendes, Geisa Pena, Cris Passos e Ingrid Luise e pelos músicos Marcelo Santana (guitarra), Danilo Ornelas (baixo), Lula Soares Lopes (bateria) e Igor Péca (percussão). O show tem direção artística de Érica Ocké e preparação vocal de Antônio Melo. 

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