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Ilhéus está entre as cidades selecionadas para monitoramento de ODS com índice lançado pelo Programa Cidades Sustentáveis

Publicado no site do Instituto Arapyau em 30/03/2021. Texto abaixo republicado do site do Instituto Arapyaú.

Foto: Castilho

O Instituto Cidades Sustentáveis (ICS),  em parceria com a Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável (SDSN, na sigla em inglês), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), lançou no dia 23 de março o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), ferramenta que permite mapear, monitorar e avaliar em diversas cidades brasileiras o cumprimento dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), formulados pela ONU e que incluem questões como a erradicação da pobreza e a promoção da agricultura sustentável. 

Elaborado com base em mais de 80 indicadores, o índice atribui, para cada município, uma pontuação específica por objetivo e outra, mais abrangente, para o conjunto dos 17 ODS. Com isso, o ICS espera contribuir para um movimento de transformação efetiva nas cidades brasileiras, orientando a ação municipal a partir de referências e metas com base em indicadores de gestão.

Foram analisadas 770 cidades brasileiras em relação ao cumprimento dos 17 ODS. Ilhéus, no sul da Bahia, está entre elas (grifo nosso). Das 100 cidades com melhor desempenho, 80 estão situadas no estado de São Paulo. As demais 20 cidades estão localizadas nas regiões Sul e Sudeste. 

Em tempos de crise, a orientação estratégica é ainda mais fundamental para o desenvolvimento sustentável das cidades, baseado em dados, ações integradas e inovação. Especialmente no âmbito da pandemia, a plataforma online poderá ajudar as cidades na avaliação de prioridades, fortalecer o engajamento da sociedade e pautar a agenda política local na direção da municipalização dos ODS. O IDSC-BR também contou com o apoio do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e do Projeto CITinova.

No lançamento, estiveram presentes Jorge Abrahão, coordenador geral do ICS, e Jeffrey Sachs, presidente do Sustainable Development Solutions Network (SDSN), que é parceira da iniciativa. Durante o evento, especialistas discutiram a importância de um planejamento estratégico e inovador, baseado em dados e com ações integradas.

Link para a gravação do evento: https://www.youtube.com/watch?v=_9SDmqeH9yk 
Link para o Índice de Desenvolvimento Sustentável: https://idsc-br.sdgindex.org/

PESQUISA RAPS 

A pauta da sustentabilidade não tem sido prioridade nos planos de governo dos novos prefeitos e prefeitas. Em uma pesquisa realizada pela Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS), o tema aparece em menos da metade dos programas municipais das candidaturas vencedoras do ano passado. O levantamento inédito da RAPS rastreou a frequência com que palavras relacionadas ao tema apareceram nos planos de governos apresentados pelos candidatos(as) vitoriosos(as) em 2012, 2016 e 2020. 

A pesquisa considerou o número de vezes que os termos foram citados nos planos de governo, com cruzamentos por tamanho de município, gênero, estado e partidos políticos. A busca considerou 14 palavras-chave: meio ambiente, desmatamento, desenvolvimento sustentável, sustentabilidade, cidades inteligentes, mobilidade urbana, ciclofaixas/ciclovias, democracia, recursos hídricos, mudança climática, saneamento básico, energia solar, energia biomassa e energia elétrica.

Por exemplo, um assunto de grande relevância para a população, como o saneamento básico, foi citado em menos de 5% dos planos de governos dos(as) prefeitos(as) eleitos(as) em cidades com até 10 mil habitantes, que representam 44% de todos os municípios brasileiros. 

“Falar de sustentabilidade é falar de direitos básicos da população, relacionados à saúde, meio ambiente, saneamento básico, mobilidade, energia e desenvolvimento econômico. O estudo evidencia que ainda estamos longe de ter compromissos sólidos das gestões públicas com esses temas”, comenta a cientista política Mônica Sodré, diretora executiva da RAPS. 

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