Notícia

O que aconteceu com a saúde 1 ano depois?

“Os cidadãos ilheenses vêm historicamente enfrentando uma dura realidade na saúde pública municipal e nos órgãos estatais sediados no município. Os indicadores de saúde do município demonstram uma realidade assombrosa de descaso, poucos recursos e má-gestão do recurso aplicado”

Assim foi iniciada a carta protesto por uma saúde melhor para a população, em abril de 2013 que trazia vários indicadores e concluía com os questionamentos que, nos parece, suscitam respostas por parte do poder executivo e eram:

1 – Quais são os planos para melhorar as condições de saúde da população? E quais serão as metas relativas à saúde desta gestão?

2 – Onde estão as 56 Unidades Básicas de Saúde e qual o plano de entrega e implantação das outras 9 que estão em construção?

3 – Quando as 3 UPAs que estão em execução, conforme dados nacionais, estarão em pleno funcionamento?

4 – Quantos médicos estão trabalhando para o município atualmente, em quais unidades básicas de saúde e qual o plano de contratação e do número de médicos/enfermeiros/profissionais da saúde para os próximos 4 anos?

5 – Qual o quadro de horário dos médicos nas unidades de saúde e nos diversos hospitais e clínicas que recebem verba do SUS na cidade?

6 – Quais serão as estratégias para tratar a saúde de forma preventiva?

 

E, naquele abril de 2013, o povo bradava “os cidadãos ilheenses precisam tanto de melhores condições de saúde quanto de maior transparência e maior conhecimento sobre a situação da saúde no município. Precisamos de transparência em tempo real para não deixar que os atos de desvio cometidos em 2012 se repitam em gestões próximas. Precisamos que os gestores da saúde divulguem seus planos! A população não pode se acalmar enquanto a saúde estiver em situação precária e os gestores não divulgarem informações relativas” 

O movimento contou com várias instituições da nossa cidade e, além do Instituto Nossa ilhéus, contribuiu com todo o processo a OAB; o SINDGUARDA, a APPI/APLB, Força Sindical Jovem, CTB, Sindicato dos Empregados do Comércio, ASPRA, SINDICACAU, SINTEPAV, SINSEPI, SINDIACS/ACE, SINFITO, além de vários cidadãos não organizados, mas que aderiram ao movimento.

Todo a documentação foi organizada e protocolada representação nos Ministérios Públicos Estadual e Federal, além de encaminhadas para conhecimento do Executivo e Legislativo. Tenham acesso aos documentos acessando a notícia onde estão os links e poderão ser baixados, clicando AQUI

 

Somente teremos boas condições de saúde no município de Ilhéus quando a população estiver ciente do que acontece nas unidades de saúde e na secretaria de saúde do município. Sem transparência, participação da sociedade civil, formulação de planos e estabelecimento de metas e avaliações constantes, a saúde nunca alcançará o patamar que nós, cidadãos contribuintes, merecemos.

O quanto avançou a gestão municipal no que se refere à saúde do município? O que fez a Câmara de Vereadores depois da sessão especial naquela data depois de receber toda a documentação? O povo precisa saber!

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