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Município estuda implantação de coleta seletiva de lixo eletrônico

 

 

 

 

 

 

 

Por: Prefeitura de Ilhéus – 12.11.18

 

Como ter certeza de que aquele seu monitor de computador velho ou microondas com defeito será descartado de forma sustentável, preservando a natureza e evitando riscos às pessoas? Ninguém sabe. Com o interesse de buscar uma solução para o escoamento do lixo eletrônico produzido pelas fábricas, comércio e pela própria população, o prefeito Mário Alexandre pesquisou sobre o assunto, e sonda alternativas para promover o descarte correto, levando em consideração as leis ambientais.

Na última sexta-feira (9), o Chefe do Executivo Municipal recebeu em seu gabinete, a especialista Ana Cláudia Drugovich, diretora da Cimelia, empresa de Campinas (SP), especializada em refinamento de metais preciosos extraídos de lixo eletrônico. O encontro contou com a participação do secretário municipal de Indústria e Comércio, Paulo Sérgio e dos vereadores Ery Bar e Jerberson Moraes.

Danos ao meio ambiente – O Brasil é o maior produtor de lixo eletrônico da América Latina e o sétimo do mundo, com 1,5 milhão de toneladas por ano. O descarte irresponsável pode causar danos gravíssimos ao meio ambiente, como contaminação do solo, devido à presença de metais pesados na composição dos produtos, além de comprometer a saúde das pessoas que manejam esses resíduos.

Quando o descarte do lixo eletrônico é feito erroneamente, a dissolução dos componentes químicos pode ocasionar o desenvolvimento de doenças graves, como problemas nos rins, sistema digestivo, transtornos no sistema nervoso, problemas cerebrais e até ativação de agentes cancerígenos. Com o avanço tecnológico, novos materiais e recursos são criados diariamente, fazendo com que muitos outros itens sejam descartados no lixo.

Segundo explicou a especialista no assunto, Ana Cláudia Drugovich, os processos são ecologicamente corretos e começam a partir da etapa de coleta seletiva, passando pelo refinamento, transformando esse material em barras de metais preciosos. “Desta forma, promover alternativas que inibam empresas de jogarem o lixo de forma indevida no rio e mar, poluindo os mananciais. Nossa proposta é agregar valor a uma cidade tão bonita como Ilhéus”.

Fonte de renda sustentável – O prefeito Mário Alexandre ressaltou que o poder público também é ator importante nesse processo. “Nosso dever é buscar estratégias para estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, independente do serviço público de limpeza. Estou atento às leis que determinam normas e termos de compromisso. Então, faremos um estudo para dar uma alternativa inclusive de geração de renda com o processo”, destacou.

O Paulo Sérgio avaliou positivamente o interesse do prefeito em dar esse grande passo. “Essa iniciativa pode abranger não só a população, mas atrair parcerias com o Senai e as escolas do município, a fim de implantar uma cultura ambiental a respeito do lixo eletrônico. Se queremos preparar um futuro melhor para as próximas gerações, precisamos pensar nessas questões e evitar danos maiores”, disse.

É considerado lixo eletrônico qualquer material ou resíduo eletrônico descartável, tais como monitores de computadores, telefones celulares em desuso, pilhas, baterias gastas, lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista, televisores danificados e câmeras fotográficas com defeito e seus componentes.

 

 

O Instituto Nossa Ilhéus acompanhou a elaboração e aprovação da Lei de Resíduos Sólidos  e é membro do Grupo de Trabalho de Resíduos Sólidos. Destaca que as ações realizadas devem se orientar na implementação da Coleta Seletiva e, especialmente, para Inclusão Sócio Produtiva dos Catadores.

No dia 1º de novembro, foi publicado no Diário Oficial de Ilhéus a  TOMADA DE PREÇOS Nº 4/2018 que visa a contratação de empresa especializada para estudo ambiental, projetos e planos de operação e recuperação do aterro de Itariri, em Ilhéus/BA, através do convênio n. 166/2018 firmado com a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia – CONDER, por melhor técnica e preço. Desejamos que o GT seja resgatado para que as decisões sejam tomadas de forma consultiva e participativa.

 

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