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MobCidades – Ilhéus foi o segundo município a receber a formação em Orçamento e Direito à cidade

Cidadãos representantes da Associação Beneficente dos Deficientes Físicos de Ilhéus (Abedefi), dos Rotary Clube Ilhéus e Jorge Amado, da Associação de Surdos de Ilhéus, da Associação de Moradores do bairro Hernane Sá e do Instituto Nossa Ilhéus (INI) – todas organizações da sociedade civil – participaram da formação “Orçamento e Direito a cidade” com objetivo de aprender a monitorar o orçamento público para Mobilidade Urbana.

O encontro aconteceu nos dias 10 e 11 de outubro, no Sebrae Ilhéus, quando também foi elaborado um plano de incidência, documento que vai para balizar as ações do grupo nos próximos meses, por meio de metas e prazos estabelecidos pelos participantes.

Ilhéus não tem ainda o Plano de Mobilidade, mas contemplou ações para o setor no Plano Plurianual 2018-2020, como o Plano Ativa Ilhéus, elaborado de forma participativa pela sociedade civil, e que contempla plano cicloviário, aquaviário e sugestões para um melhor uso do espaço urbano.

Os facilitadores, Yuriê Baptista e Leila Saraiva, colaboradores do Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC – DF), destacam que Ilhéus foi a segunda cidade a receber a oficina e que a metodologia vem sendo aprimorada a cada nova formação. “A oficina permitiu que cidadãos aprendessem por onde começar rumo à incidência nas politicas públicas para o setor, observando o que está contemplado no PPA, e como se desdobram na LDO e na LOA, por exemplo”, destacou Yuriê. Já Leila pontuou que “a diversidade dos participantes foi importante porque trouxe situações diferentes que precisam estar contempladas na política”.

Depois de receber orientações sobre ciclo orçamentário e de discutir a dinâmica de mobilidade de Ilhéus, um dos 15 participantes da formação, Moisés Junior, da Abedefi, destacou que participar da formação “foi uma forma de exercer uma cidadania mais atuante, sendo possível aprender mais mecanismos de como buscar impactar positivamente na cidade”.

Já Ana Paula Souza Santos, representante da Associação de Surdos de Ilhéus,  apresentou ao grupo as necessidades que devem ser contempladas nas ações que pretendem melhorar o ir e vir em qualquer cidade. “Apesar de muita gente não pensar nas dificuldades enfrentadas pelos surdos no dia-a-dia na cidade, precisamos consultá-los e contemplá-los nas políticas de Mobilidade”, comentou.

A atividade faz é uma das etapas do projeto “MobCidades – Mobilidade, Orçamento e Direito à Cidade”, tem o financiamento da União Europeia e coordenação do Inesc. Contempla 10 movimentos de cidades brasileiras – sendo o Instituto Nossa Ilhéus (INI) o único na Bahia – a fim de fortalecer políticas para a Mobilidade Urbana no Brasil.

 

Fotos: Tacila Mendes – Comunicação do Instituto Nossa Ilhéus 

 

 

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