Notícia

Cidadania em Debate: Empreender faz bem!

empreendedorismo
O Instituto Nossa Ilhéus possui três eixos de atuação: educação à cidadania, impactos em políticas públicas e monitoramento social. Sempre comprometido em sua missão de fortalecer a cidadania, a democracia participativa e o empreendedorismo, tendo por base a sustentabilidade e o monitoramento social, apoia o desenvolvimento social e econômico dos cidadãos. Acreditamos no potencial de nossa região. Por isso mesmo, trazemos à baila debate acerca do empreendedorismo. Uma vez que, o empreender é saber identificar oportunidades e transformá-las em realidade, gerando riquezas, promovendo crescimento, desenvolvimento.

Ser empreendedor é possuir algumas das características como criatividade, pró-atividade, capacidade de organização, planejamento, responsabilidade, capacidade de liderança, habilidade de trabalhar em equipe, assumir riscos – calculados, controlar resultados, ter uma visão de futuro, aproveitar as oportunidades, ser agente de mudança, ser resiliente, saber ouvir, facilidade em comunicação e encarar os possíveis fracassos como uma oportunidade de aprender e ser melhor.

Muitos ficaram famosos por criarem organizações que realizaram inovações em seus setores. Apesar disso, o empreendedor não é somente aquele que inova, com muitos empreendedores criando empresas em setores tradicionais. A palavra empreendedor (entrepreneur) surgiu na França por volta dos séculos XVII e XVIII, com o objetivo de designar aquelas pessoas ousadas que estimulavam o progresso econômico, mediante novas e melhores formas de agir. O conceito mais aceito de “Empreendedorismo” foi popularizado pelo economista Joseph Schumpeter em 1945 como sendo uma peça central à sua teoria da “Destruição Criativa”, afirmando que as inovações dos novos produtos e serviços criam mudanças significativas no mercado. Segundo Schumpeter o empreendedor é alguém versátil, que possui as habilidades técnicas para saber produzir, e capitalistas ao reunir recursos financeiros, organiza as operações internas e realiza as vendas de sua empresa.

Empreendedorismo é o principal fator promotor do desenvolvimento econômico e social de um país. Identificar oportunidades, agarrá-las e buscar os recursos para transformá-las em negócio lucrativo. Esse é o papel do empreendedor.

O diferencial do empreendedor é assumir riscos, e seu sucesso está na “capacidade de conviver com eles e sobreviver a eles” (Degen, 1989, p.11). Para o americano Gerber (2004), existem algumas diferenças dos três personagens que correspondem a papéis organizacionais:

O Empreendedor:

Transforma a situação mais trivial em uma oportunidade excepcional, é visionário, sonhador; o fogo que alimenta o futuro; vive no futuro, nunca no passado e raramente no presente; nos negócios é o inovador, o grande estrategista, o criador de novos métodos para penetrar nos novos mercados;

O Administrador:

Observa os cenários mercadológicos, planeja, organiza e controla a organização visando aumentar sua produtividade e sua inserção no mercado.

O Técnico:

É o executor, adora consertar coisas, vive no presente, fica satisfeito no controle do fluxo de trabalho e é um individualista determinado.

É importante destacar no pensamento de Gerber (2004) o fato dos três personagens estarem em eterno conflito, sendo que ao menor descuido o técnico toma conta, matando o visionário, o sonhador, o personagem criativo que está sempre lidando com o desconhecido. Os riscos fazem parte de qualquer atividade, sendo necessário aprender a administrá-los, pois eles são um dos fatores mais importantes que inibem o surgimento de novos empreendedores.
Outro aspecto muito importante do empreendedor é está sempre atento aos paramentos legais. Desde 2008 o governo federal incentiva que os indivíduos que forneçam serviços ou produtos devam ser regulamentados, atraindo para economia e para os cidadãos direitos e formalidades trabalhistas. Através da Lei Complementar nº 128/2008 adesão dos empresários individuais com receita bruta de até R$ 60 mil podem torna-se MEI – Microempreendedor Individual. Devendo optar pelo Simples Nacional e se encaixar em uma das inúmeras atividades do MEI. A formalização passa pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pelo setor de fazenda/finanças das prefeituras. Após a formalização, os microempreendedores individuais pagam impostos com valores simbólicos para o município e para o Estado e o INSS é reduzido a 5% do salário mínimo. Com isso, o MEI tem direito aos benefícios previdenciários. O pagamento mensal do cadastro é realizado na Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil ou casas lotéricas, após emissão da guia no Portal do Empreendedor. Segundo o Sebrae, o MEI é a melhor opção aos profissionais liberais como manicures, eletricistas, animadores de festas, artesãos, chaveiro, carpinteiro, comerciante de bijuterias, entre outros a terem acesso ao cadastro nacional de pessoa jurídica (CNPJ), registro essencial para reconhecimento social, administrativo, jurídico e entre grandes empresas.
As principais oportunidades de empreendedorismo em Ilhéus e região são turismo, cacau, chocolate, e tecnologia. Exemplos como a “Semana do Empreendedor – Bons Dias Para Boas Ideias” e o Google I/O Extended Ilhéus são fomentadores do empreendedorismos e inovação na região, este último, inovação tanto tecnológica, como uma proposta de mobilização cidadã. Tem dúvidas sobre o assunto? Acha o tema interessante? Participe conosco no Programa Radiofônico “Verdade Bem Dita”. Hoje, dia 17 de abril no quadro “Cidadania em Debate” na Rádio Conquista FM, das 12h ás 13h30Contamos com a sua participação!

Leave a Reply